Lojas fazem inventário de 4.000 itens em duas horas

coleção tigrara

Tigrara e Elza Romero adotam solução de RFID para ganhar visibilidade sobre a circulação dos produtos desde as fábricas até a venda ao consumidor final

 

15 de agosto de 2017 – As lojas Tigrara e Elza Romero passaram a utilizar uma solução baseada na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), para aumentar o controle e a visibilidade sobre os produtos que comercializa, desde o momento em que saem das fábricas, passando pelo Centro de Distribuição (CD), até chegar ao consumidor final. E o retorno sobre o investimento (ROI) na tecnologia fica explícito na hora de realizar o inventário mensalmente, que hoje leva apenas duas horas, com apenas um colaborador, para encontrar e identificar as 4.000 peças de confecção em estoque.

Nada mal se comparado ao tempo do processo anterior, com códigos de barras, que precisava de seis pessoas e durava mais de 12 horas para se realizar um inventário completo. Sem falar que o novo processo com RFID oferece precisão de mais de 99,9% das quantidades de itens em estoque, inclusive no CD, permitindo uma melhor gestão e localização de cada produto a ser comercializado, o que resulta em melhores resultados para a empresa, ainda mais indispensáveis em tempos de crise.

Concebidas para atender a demanda das mulheres independentes, sensuais e com atitude, as marcas femininas Tigrara e Elza Romero, baseadas em Cianorte (PR), oferecem design e conceito próprios em seus mais de 45.000 itens comercializados por mês.

A partir da adoção do processo com a solução RFID da iTag, a empresa passou a utilizar uma impressora RZ400 da Zebra Technologies e o middleware iTag Iprint para gerar as etiquetas RFID por Ordem de Produção (OP).

As etiquetas RFID com identificação única para cada produto são enviadas às facções para que, no momento do acabamento, possam ser fixadas em seus respectivos itens, com dados contendo descrição da peça de roupa, cor e tamanho. Quando enviadas da fábrica para o CD, as mercadorias passam pelo processo de finalização de OP e são lidos dentro das embalagens lacradas em um portal com leitores RFID, antes de seguirem para o armazenamento em estoque.

Ao receber o pedido de compra de clientes ou transferência para as lojas, o CD envia as remessas para a expedição. Neste momento, o sistema de gestão eletrônico (ou ERP) Virtual Age, da Totvs, integrado com o iTag Monitor, valida as coletas de produtos executadas para cada OP e mostra possíveis divergências, se houver. O banco de dados funciona em cloud computing.

Logo após a validação, o sistema gera um romaneio e libera o volume para seguir com os itens para o setor de embalagem, que será lacrada com os produtos em seu interior. O pacote é então levado ao portal novamente, para que uma nova leitura possa ocorrer, validando a caixa lacrada por item e romaneio, incluindo os códigos de cada peça de roupa. Este processo garante a entrega exata do pedido ao cliente, sem erros.

Assim, mensalmente, graças à adoção da tecnologia, os inventários são realizados utilizando o leitor RFID modelo RFD 8500 da Zebra, vinculado à aplicação iTag Alert. Antes da tecnologia RFID, os processos eram realizados por meio de conferências manuais e códigos de barras, o que era demorado e induzia a erros. Ao término do processo de produção nas fábricas, os produtos eram enviados para o CD e conferidos manualmente, por códigos de barras, o que mobilizava grande parte da equipe.

Uma vez dada a entrada, a mercadoria seguia para a área de armazenamento, onde os operadores, de posse do pedido de compra dos clientes ou lojas próprias, executavam o picking dos produtos. O picking, por sua vez, também era faturado de forma unitária por código de barras, gerando a lentidão típica de um processo manual. Os erros só seriam encontrados no recebimento da mercadoria pelo cliente ou nas lojas próprias da empresa, onde se conferiam manualmente os produtos recebidos com as informações da nota fiscal.

A partir da tecnologia RFID, a empresa passou a controlar os produtos desde as facções até a expedição no CD. As etiquetas são impressas no CD e enviadas às facções conforme o número da OP. Os produtos etiquetados chegam ao CD onde são conferidos dentro das embalagens, sem necessidade de serem abertas, antes de seguirem para o estoque. Ao receber o pedido de compra de clientes ou transferência para as lojas, o CD envia os pickings para o portal RFID, onde fica a expedição, e realiza mais uma leitura RFID.

Depois, a embalagem com itens é lacrada e o volume, levado até o portal novamente, para que uma nova leitura possa ocorrer validando o processo. A implantação RFID não segue o padrão passivo EPC UHF, da GS1, segundo a iTAG, afirmando que os equipamentos atendem todas as especificações do padrão, se um dia a empresa resolver adotá-lo.

Dois leitores são utilizados nos processos RFID no CD das lojas Tigrara e Elza Romero, sendo que o primeiro está na área de finalização de OP e o segundo na área de faturamento, fazendo a conferência dos itens etiquetados com RFID nos processos de entrada ou faturamento, e verificação das caixas lacradas para entrega aos clientes e lojas próprias da confecção.

“Utilizamos o leitor RFID Zebra RFD8500 vinculado à aplicação iTAG Alert para a realização mensal de balanços nas lojas, todo o trabalho da execução do balanço é terceirizado a pedido da Tigrara e Elza Romero”, afirma o CEO da iTAG Tecnologia, Sérgio Gambim.

A solução completa utiliza os seguintes equipamentos no CD: dois kits Acura Edge 50, com antenas Acura UHF Monoestáticas, e uma impressora Zebra modelo RZ400. Nas lojas, utiliza-se um leitor RFID Zebra RFD 8500. São utilizadas ainda as etiquetas iTAG Adesivas, no tamanho 7 cm por 2 cm, com chip EM 4124. “O maior desafio que tivemos para realizar as leituras foi a adequação dos processos e alinhamento das tags de coleção, para que não possuíssem arte com muitos detalhes metalizados”, afirma Gambim.

O setor de TI da Tigrara e Elza Romero já conheciam a tecnologia RFID antes da implantação e, quando da ampliação da empresa, optaram por implantar a tecnologia para facilitar e agilizar os processos logísticos do CD e lojas próprias. “Após a implantação da tecnologia RFID na loja, reduzimos o tempo dos processos desde o CD até cada estabelecimento”, explica Gambim. “Além disso, eliminamos entregas divergentes pela leitura das caixas lacradas e aumentamos a rastreabilidade dos itens”.

A iTAG já prepara os próximos passos para aprimorar o uso da tecnologia pela Tigrara e Elza Romero. “Nosso próximo processo será o controle de OP nas facções, onde a etiqueta iTAG de costura será impressa com o número da OP”, detalha. “Com isso, nas visitas do auditor da empresa às facções, ele poderá conferir de forma rápida os produtos da OP para controlar, antes da entrega ao CD, os produtos por quantidade, cor e tamanho, o que dará à empresa um controle inexistente hoje no processo de auditoria de todas as OPs”.

Em se tratando de ganhos, de acordo com a iTAG, podemos destacar a comparação do código de barras versus a tecnologia RFID e o tempo de execução entre os processos. O tempo que se gastava para realizar as tarefas do CD e das lojas era praticamente o dobro do que hoje, com a tecnologia RFID. O middleware iTAG Monitor, por exemplo, realiza a leitura das etiquetas RFID e as monitora por meio do EPC de cada uma delas.

Já o middleware iTAG Iprint imprime as etiquetas RFID serializadas. O sistema foi homologado pela GS1 para realizar a impressão das etiquetas RFID no padrão EPC Gen 2. A aplicação iTAG Alert, por sua vez, faz os inventários mensais nas lojas Tigrara e Elza Romero.

Esta matéria foi escrita por Edson PerinRFID Journal Brasil.