Rede de lojas economiza com menos horas extras

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Uso de RFID pelas Lojas Kibarato permitiu maior controle dos estoques, redução de custos, além de garantir maior eficiência dos funcionários

Por Edson Perin

18 de maio de 2018 – As Lojas Kibarato, de Ivaiporã (PR), ganharam agilidade, flexibilidade, acuracidade e respostas rápidas na tomada de decisões, graças à implantação de uma solução de identificação por radiofrequência (RFID), da iTag RFID Etiquetas Inteligentes. De acordo com o gerente de tecnologia do Grupo Center, que opera a rede de lojas, Hans Ricken, com a RFID houve diminuição no intervalo entre um inventário e outro, além de maior controle de estoque, otimizando processos e reduzindo custos com horas extras, o que também liberou os funcionários para se dedicar a atividades mais rentáveis para a empresa.

O sucesso na implantação da RFID já abriu os olhos da direção das Lojas Kibarato para os próximos passos com a tecnologia, como instalar um sistema antifurto na saída da loja, baseado em identificação por radiofrequência, garantindo ainda mais a integridade do estoque local. Além disso, depois do estabelecimento de Ivaiporã, que comercializa 5.000 peças por mês, a solução será estendida para as demais lojas do grupo.

O maior desafio do projeto foi etiquetar todas as peças da loja no prazo de uma semana, operação que envolveu a colocação de 32 mil etiquetas novas nos produtos. O treinamento da equipe também foi uma das atividades mais intensas da implantação de RFID, segundo Ricken, “porque alterou totalmente a rotina de etiquetagem e venda, exigindo um cuidado muito grande com essas novas etiquetas”.

Ricken aponta que, até o momento, o maior ganho foi a economia de tempo em processos como a contagem de estoque, que se tornou muito mais ágil e rápida, diminuindo até a quantidade de colaboradores envolvidos. “Em relação às expectativas, foram sim atendidas, mas aguardamos mais para os próximos projetos”, adianta o executivo.

A solução implantada nas Lojas Kibarato conta com três middlewares instalados: o iPrint, o Monitor e o Alert 2.0, todos desenvolvidos pela iTag. O iPrint fica ligado ao sistema de gestão ERP da empresa para fazer as impressões e as serializações das etiquetas. O Monitor também se conecta ao ERP para fazer a captura das leituras realizadas pelos leitores Rpad, da Identix. E o Alert 2.0 é um aplicativo que roda em sistema Android, que fica pareado com um Coletor 8500, da Zebra Technologies, via Bluetooth, para fazer o gerenciamento e inventário da loja.

Antes da RFID, os produtos eram etiquetados de acordo com o faturamento, mas sem um controle serial das etiquetas, que eram impressas somente com códigos de barras. Com a RFID, após o faturamento, são geradas tags conforme o pedido. “Ao enviar as etiquetas para a impressão, o EPC é atrelado ao estoque da mercadoria, gerando assim um ID para cada item, não podendo ser impressas mais etiquetas do que a quantidade em estoque”, explica Ricken.

Como a identificação do produto se torna única, explica o executivo, diminuímos as chances de um item ser etiquetado no lugar de outro e eliminamos a possibilidade de duplicidade, pois cada EPC corresponde a só um item em estoque, considerando assim que não há como fazer vendas sem a etiqueta.

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Sérgio Gambim, da iTag

Na região, segundo Ricken, há o costume de se realizar as chamadas vendas “em condicional”, quando uma certa quantidade de itens é levada à casa do cliente ou local desejado, para que possa escolher as peças que gostaria de ficar. Depois disso, o cliente só devolve as peças que não quiser. “Utilizando apenas as etiquetas com códigos de barras era necessário passar produto por produto no leitor para realizar este tipo de venda, um processo lento e com muito risco de erros”, conclui. De acordo com Ricken, “agora, com RFID, torna-se necessário apenas um clique para ler as peças desejadas em grandes volumes, por exemplo, meia dúzia, uma dúzia ou uma dezena de itens ao mesmo tempo, por meio de readers de mesa, sem a possibilidade de duplicidade do item ou mesmo peças escondidas dentro de outras ou de caixas”.

Os inventários das Lojas Kibarato eram feitos a cada 10 meses ou um ano, por conta da demanda de funcionários para o processo manual, além de ser lento, o que exigia agendar com antecedência. “O inventário do estoque poderia levar 12 horas ou mais com uma equipe de até 20 pessoas trabalhando na contagem manual dos itens. Ou seja, era feita a leitura de um a um pelo leitor de código de barras e, ao final, quando era impresso o relatório de divergência, as buscas pelos produtos também eram realizadas manualmente e muitos itens não eram encontrados”.

Cada loja tem uma quantidade significativa e variada de itens em estoque, algo em torno de 30 mil itens. “Com a RFID, promovemos o inventário de estoque com um menor espaço de tempo e maior agilidade, diminuímos a quantidade de funcionários para a operação e a necessidade de um agendamento muito longo. Para a realização do inventário hoje, utilizamos quatro funcionários com dois coletores de dados RFID”, diz Ricken.

Apesar disso, a operação leva uma média de 5 horas. “Outra vantagem é a possibilidade de carregar a base de produtos no coletor e procurar somente os itens em divergência, ativando o localizador, no coletor RFID, eliminando assim a busca manual, o que aumenta muito a taxa de sucesso da contagem, não gerando furos no estoque”, comemora.

Os leitores estão instalados nos PDV, espalhados pela loja, e também nas frentes de caixa. A leitura é feita por Identix Rpads [leitor de mesa] conectados aos computadores por cabo USB, onde a vendedora ou caixa da loja coloca a quantidade desejada de peças para realizar a contagem. “Para venda utilizamos os Rpads, da Identix, além de cinco leitores e um coletor de dados da Zebra para a contagem de estoque. Trabalhamos com a etiqueta iTag 4124 Modelo 7×2 com tamper de segurança, que não são reaproveitadas.

De acordo com Sérgio Gambim, CEO da iTag, “o sucesso de um projeto de RFID depende do quanto o empresário tem de visão sobre as necessidades do seu mercado e do seu negócio”.

Matéria publicada pelo RFID Journal Brasil.