Sapatos feitos à mão e com alta tecnologia

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A grife Sarah Chofakian adota solução de RFID da iTAG para melhorar o atendimento aos clientes e rastrear processos de produção de seus produtos

 

8 de junho de 2016 – Com uma produção média de 1.600 pares de sapatos por mês e uma linha de femininos feitos a mão, a grife Sarah Chofakian, que está presente nos principais shoppings e endereços da moda de São Paulo, adotou a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) da iTAG para rastrear processos de produção e distribuição de seus produtos.

Sediada na Rua Estados Unidos e com cinco filiais de venda direta ao público, a Sarah Chofakian precisava dar um número individual, um RG, para cada sapato que fabrica. “Não havia [até então] controle de identificação dos itens com o mesmo SKU [Stock Keeping Unit ou unidade de manutenção de estoque]”, diz Luiz Benine, diretor administrativo e financeiro da companhia.

“A principal mudança com a tecnologia foi que conseguimos proporcionar um serviço de garantia e reparos mais eficiente e controlar processos internos de movimentação de produtos entre lojas, rastreando a origem de cada item”. O sistema utiliza o padrão RFID passivo EPC UHF, da GS1, com o intuito de facilitar a distribuição dos produtos a serem comercializados no exterior.

Cada loja foi equipada ainda com um RPad da Identix, um leitor RFID de mesa ou balcão, utilizado para os controles de entrada e transferência de sapatos da loja matriz para os outros pontos de vendas. A ideia foi permitir que a adoção da tecnologia não alterasse o layout original dos estabelecimentos.

No Centro de Distribuição (CD), a companhia instalou um portal para finalizar as ordens de produção de calçados que chegam das oficinas, otimizando o processo de transferência de produtos para as lojas. Para isto, foram utilizados no portal as antenas e os leitores Edge50, da Acura.

A Sarah Chofakian utiliza mensalmente uma média de 4.000 tags adesivas iTAG RFID, com chip EM 4124, e enfrentou dois desafios principais de implantação. O primeiro foi identificar qual a melhor maneira de inserir as tags no interior dos sapatos, já que a etiqueta colada na palmilha do produto possui elementos metálicos, o que poderia dificultar a leitura por RFID.

Outra dificuldade foi achar a melhor maneira de trabalhar com leituras em lojas de pequenas dimensões, evitando a captura de informações de um item qualquer – armazenado em uma prateleira, por exemplo – no momento da venda de outro produto.

Os desafios, no entanto, foram compensados pelas conquistas. Até agora a informação adicional – por contar com o número de série de cada produto – permitiu melhorar o rastreamento de cada item, inclusive nos processos fabris. “Quanto à automação ainda não consideramos um benefício concreto, pois precisamos redesenhar algumas etapas junto com a iTAG”, afirma Benine.

Quanto aos próximos passos, “estamos criando uma política de troca e garantias criando benefícios ao pós-venda, além dos que a lei nos obriga”, diz. A ideia surgiu como resultado da integração do sistema RFID com o sistema de gestão empresarial (ERP), fornecido pela Verup, além do uso do banco de dados sobre a identificação dos produtos em cloud computing.

Com a RFID, ao inserir um pedido de compra no ERP, as tags são emitidas e enviadas junto com o pedido ao fornecedor. Daí em diante, cada item recebe internamente a tag que leva a sua identificação. Estes itens são entregues no CD onde é feito o controle de qualidade e distribuição dos calçados para os canais de venda: lojas, atacado, e-commerce e exportação.

O controle de estoque e informações gerenciais para a política de garantias ao consumidor teve benefícios com esta nova operação envolvendo a identificação por radiofrequência.

As tarefas do middleware da iTAG são voltadas para a gestão de impressão e serialização de etiquetas RFID no padrão EPC Gen2. Além disso, o sistema realiza todas as leituras de entrada e saída das etiquetas RFID, em todos os processos, cruzando as informações com o ERP.

Assim, o principal papel exercido pela iTAG, além de realizar toda a implantação do sistema RFID, foi desenvolver o projeto e os novos processos de negócios, realizando ainda a manutenção e o suporte necessários ao bom funcionamento da solução. “A implantação foi mais longa do que esperávamos”, explica Benine, “por dificuldades especificas do nosso produto”. Depois de solucionar os desafios, afirma, “iremos agora pontuar as próximas etapas para obter o máximo da tecnologia RFID”.

Esta matéria foi escrita por Edson Perin – RFID Journal Brasil