Tecnologia de radiofrequência já revoluciona mercado pecuarista brasileiro

rastreabilidade e identificacao 2

Estudo com etiquetas RFID em brincos possibilitou o rastreio de 2,5 mil cabeças de gado

 

Um projeto piloto desenvolvido pelo Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada, o CEITEC, empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, revelou que já é possível tem o controle de todo um rebanho por meio de chips de radiofrequência (RFID). A técnica foi aplicada em parceria com fazendas no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais.

O estudo envolveu mais de 2,5 mil cabeças de gado que receberam uma tag em brincos com antenas RFID; o que possibilitou localizar cada animal rastreado no intervalo de 12 meses. Em setembro do ano passado, o CEITEC emitiu um parecer favorável à tecnologia que recebeu o apelido de “Chip Boi”.

O sistema de radifrequência para o controle do rebanho já é muito comum em fazendas da Austrália e do Canadá. O estudo aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a o Brasil dá um o primeiro passo para a aplicação eficaz da pecuária de precisão, na avaliação da CEITEC. “A identificação do gado já é uma obrigatoriedade legal no Brasil. E [agora] com os resultados, o governo já recomenda o RFID como um dos principais caminhos para isto”, afirma o superintendente da CEITEC, Marcos Lubaszewski.

Segundo a CEITEC, a razão pelo uso do RFID é a segurança que a tecnologia oferece, tanto para o controle do rebanho quanto para a qualidade da carne e exportação. Monitorar o gado com o chamado Chip Boi promete ajudar a indústria da pecuária mais eficiente e prática – algo que é comum da Europa, onde os países já trabalham com rastreio da carne. Na América do Sul, o Uruguai exige, desde 2006, que todo rebanho nacional seja rastreado por meio da tecnologia RFID.

Além da identificação e origem da carne para a indústria, o uso do RFID na pecuária é capaz, inclusive, de prevenir furtos e roubos de gado, muito comum em algumas regiões de fronteira do País. (Com informações do RFID Journal).

 

Radiofrequência na prática 

Muito usual para o controle de estoque e logística, a radiofrequência, que chegou ser descartada do mercado no início da década passada, tem se revelado como uma alternativa de sucesso para a gestão das atividades econômicas, tanto no atacado quanto no varejo.  Sérgio Gambim, CEO da iTAG – empresa proprietária do segundo maior case em RFID no mundo – destaca a notícia como um reconhecimento das vantagens que  o sistema em rádio oferece à gestão empresarial.

“O RFID mais uma vez mostra sua eficiência para o mercado. A tecnologia [em radiofrequência] já começa a chegar às propriedades rurais e isto é mais uma prova de que o RFID pode ser utilizado em todas as atividades econômicas”, comenta. Com cases de sucesso no rastreio de medicamentos, joias, pneus, confecção, biomecânica entre outros segmentos, a iTAG foi umas das primeiras empresas brasileiras a incentivar o uso do RFID nas agricultura.

Contudo, a radiofrequência no campo não se restringe apenas à pecuária. Graças à emissão de sinal de curta, média e longa distância, é possível rastrear sacas, embalagens e o que for possível codificar, basta apenas ter uma etiqueta em RFID acoplada ao objeto, um leitor e pronto. “Em questão de segundos o proprietário consegue localizar o que for necessário, e ter total controle sobre aquilo que rastreia; independente do volume de mercadorias”, complementa Gambim.

 

Esta matéria foi disponibilizada pelo portal IlustradoIlustrado